sábado, 12 de setembro de 2009

Uma pipa e o Vento

O Vento passou e deixou arrepio
Mas não digo que Ele é passado,
Pois, da pele, me lembra cada fio
Que Sua presença ainda se faz sentir.

Sou, como pipa, guiado pelo Vento
Com outras, fico colorindo o céu
Se não voar, a pipa deve virar réu,
Já que o papel da pipa é voar

E esse Sopro, esse Vento cálido,
Enche a terra com hálito de vida
Tolo, sem graça, é quem duvida
Morto, pois só respira o nada

Às vezes, quero amarrar o Vento,
Pois me angustia o parar de ventar
Todo tipo de cerimônia eu tento
Inútil, Ele “sopra onde quer”

Doce Vento, bondoso e livre,
Tenha piedade dessa pobre pipa
Guia-me, faze-me voar Contigo
E da queda eterna me livre.

Natal, julho de 2009

2 Palavras boladas e reboladas por outros:

Brunno Soares disse...

esse poema é belo,
pois conseguiu mesclar (pelo menos ao meu ver) a liberdade existente no sopro do Espirito Santo e nas próprias ações/intensões humanas com a dependência do divino e a dificuldade de liberta-se das nossas limitações.

mt bom Flavio

jf.aguiar disse...

Flávio, belo poema estou atento aos seus textos; isso me faz lembrar a liberdade que o homem pode usufruir mas não se esquecer
assim como a pipa necessita de uma
linha e seu possuidor; da mesma forma o homem:liberdade ligada ao seu possuidor Deus. Que a paz de Cristo esteja sempre presente.
Aguardo sua visita ao meu humilde
blog.