O Vento passou e deixou arrepio
Mas não digo que Ele é passado,
Pois, da pele, me lembra cada fio
Que Sua presença ainda se faz sentir.
Sou, como pipa, guiado pelo Vento
Com outras, fico colorindo o céu
Se não voar, a pipa deve virar réu,
Já que o papel da pipa é voar
E esse Sopro, esse Vento cálido,
Enche a terra com hálito de vida
Tolo, sem graça, é quem duvida
Morto, pois só respira o nada
Às vezes, quero amarrar o Vento,
Pois me angustia o parar de ventar
Todo tipo de cerimônia eu tento
Inútil, Ele “sopra onde quer”
Doce Vento, bondoso e livre,
Tenha piedade dessa pobre pipa
Guia-me, faze-me voar Contigo
E da queda eterna me livre.
Natal, julho de 2009
Um poema de Marco A. C. Rosa
21 horas atrás
2 Palavras boladas e reboladas por outros:
esse poema é belo,
pois conseguiu mesclar (pelo menos ao meu ver) a liberdade existente no sopro do Espirito Santo e nas próprias ações/intensões humanas com a dependência do divino e a dificuldade de liberta-se das nossas limitações.
mt bom Flavio
Flávio, belo poema estou atento aos seus textos; isso me faz lembrar a liberdade que o homem pode usufruir mas não se esquecer
assim como a pipa necessita de uma
linha e seu possuidor; da mesma forma o homem:liberdade ligada ao seu possuidor Deus. Que a paz de Cristo esteja sempre presente.
Aguardo sua visita ao meu humilde
blog.
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